Barack Obama acabou de ser agraciado com o prémio Nobel da Paz , mas Mehdi Hasan, editor político da edição da manhã da New Statesman, ficou impávido e sereno com a notícia sobre o presidente norte-americano. Ao prometer um corte radical com a era Bush, Barack Obama “pôs-se no lugar do seu desacreditado antecessor”, nomeadamente em matéria de política externa, afirma Mehdi Hasan. Depois de afirmar que iria travar a guerra no Iraque, limitou-se a desviar o exército, a diplomacia e a espionagem norte-americanos para a guerra no Afeganistão e as operações através da fronteira até ao Paquistão. “Autorizou ataques aéreos que mataram mais civis em nove meses do que os bombardeamentos norte-americanos do último ano da anterior Administração.” Reagindo à notícia hoje divulgada pelo Comité Nobel norueguês, Mehdi Hasan, num blogue intitulado “Is this a joke?” (“Será que estão a gozar?”) acrescenta que “o culto de Barack Obama elevou-o à categoria de Deus, Santo, Super-Homem à escala política mundial”. Recebe “o prémio da paz antes de ter conseguido alcançar a paz”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.