La Croix, 7 de Outubro 2009

A ecologia rompe o ecrã", é a notícia da primeira página do La Croix por ocasião da estreia nas salas de cinema francesas deLe Syndrome du Titanic (Síndroma do Titanic) filme documental de Nicolas Hulot, o ecologista mais mediático da Hexagone. Discursar para evitar o naufrágio do planeta e da humanidade, o documentário denuncia, por exemplo, o desregulamento climático, a globalização da economia, o excesso de consumo, a exploração de matérias-primas levada ao extremo: Darwin's Nightmare, (O Pesadelo de Darwin), de Hubert Sauper, An unconvienient truth, (Uma verdade que incomoda) de Al Gore (o terceiro documentário mais visto no cinema), We feed the world (Nós alimentamos o mundo), de Erwin Wagenhofer, Lar, de Yann-Arthus Bertrand… "em menos de cinco anos, os documentários consagrados a questões ambientais invadiram as salas de cinema", constata o diário La Croix. Exceptuando este enorme sucesso de bilheteira, o género continua confinado a um nicho de mercado. "Este tipo de filmes corresponde a um micromercado: se não formos Al Gore, Nicolas Hulot ou Yann Arthus-Bertrand, o melhor é sermos inovadores! ", estima a programadora de um festival de cinema ambiental, citada pelo diário francês.