Terá chegado ao fim o clima de tolerância com os "okupas"? Em todo o caso, é este o desejo de uma parte dos políticos flamengos. Os democratas-cristãos (CDA e ChristenUnie) e os liberais (VVD, oposição) propõem que os "okupas" sejam punidos com penas até um ano de prisão, anuncia o De Volkskrant na sua primeira página. O diário de Amesterdão explica que o acto de ‘okupar’ "foi, durante muito tempo, considerado um acto de justiça social". Consequentemente, e em termos teóricos, é proibido “okupar”, a não ser que o edifício esteja abandonado há pelo menos um ano. O diário holandês ouviu um "okupa" em Bois-le-Duc que denuncia o "agreste vento neoliberal" e "o egoísmo mesquinho […] a solidariedade deixou de estar na ordem do dia". Está igualmente confiante em que uma proibição não "destrói uma cultura. Não podemos esquecer os espaços culturais […] os ‘weggeefwinkels’ [lojas de artigos em segunda mão, gratuitos]. Há ainda os templos da música, como o Paradiso e o De Melkweg, com as suas raízes nas ‘okupações’. O movimento gerou imensas coisas lindas".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.