“Rebelião cultural”, é o destaque do Polska The Times alusivo às próximas batalhas ideológicas do recém-eleito Sejm (parlamento polaco), cuja primeira sessão tem lugar a oito de novembro. “O jogo já começou”, com o gesto oficial do movimento Palikot (RP) de incitar o orador do partido a remover um crucifixo de madeira da sala do parlamento. “A presença da cruz constitui uma permanente violação à neutralidade da autoridade pública”, lê-se no documento que foi imediatamente condenado por Jaroslaw Kaczyński, líder do principal partido de oposição (Direito e Justiça (Pis), que insistiu que “cada nação tem a sua própria tradição e aqueles que a querem eliminar, querem, na verdade, eliminar toda a nação”.
Outras questões contenciosas suscetíveis de despertar vivos debates no novo parlamento incluem as propostas de legalização de uniões homossexuais, o tratamento de fertilização in vitro (IVF), a liberalização da lei do aborto e a legalização da marijuana. “Este ritmo tão veloz de disputas ideológicas no parlamento polaco será imposto pelos dois partidos de esquerda: o Aliança de Esquerda Democrática (SLD) e o RP que concorrem para a mesma ala de esquerda do eleitorado”, explica o Polska The Times. Nas eleições de outubro, o RP obteve 10% enquanto o SDL obteve 8% dos votos.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.