Em Bruxelas, na cimeira da zona euro, a UE podia optar por “se recompor ou pelo caos”, estima o Libération. “O que as vontades políticas nacionais recusavam fortemente há pouco tempo, a folia especulativa acabará por impor. De facto, a União passou a ser federal. E deverá vir a sê-lo ainda mais”, afirma o diário no seu editorial. É verdade que os “Estados Unidos da Europa” têm vindo a ser ilustrados como uma série de fábricas de gás monetárias e financeiras, de remendos inventados à última da hora para colmatar as lacunas da zona euro. Mas o essencial está presente: os dirigentes europeus, sobretudo Angela Merkel e Nicolas Sarkozy, compreenderam que mais valia constar nos livros de história como re-fundadores da União, do que como os seus destruidores. Só falta desbravar esse continente político. Cabe aos países-membros superar o estado intergovernamental, tão tranquilizador, e conceder, finalmente, certos poderes ao Parlamento europeu”, conclui o diário.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.