“Alemanha adverte para guerra na Europa”, titula o Daily Express – uma manchete que obrigatoriamente faz acelerar o pulso aos ingleses. Segundo o tabloide nacionalista britânico, a chanceler Angela Merkel fez este “assustador aviso” poucas horas antes da cimeira europeia ter “remendado” com um bilião de euros a tentativa para salvar o euro. Anteriormente, ao dirigir-se Parlamento alemão, a chanceler disse: “Se o euro falhar, a Europa falha. Temos uma obrigação histórica: proteger por todos os meios o processo de unificação da Europa, iniciado pelos nossos antepassados, depois de séculos de ódio e de derramamento de sangue”. Quanto ao resultado da “caótica” cimeira de Bruxelas, este jornal ferozmente UE-fóbico cita um dirigente conservador que desvaloriza o acordo a que se chegou, classificando-o como “um penso rápido sobre uma ferida aberta”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.