"O Governo pretende alterar o estatuto da empresa La Poste e privatizá-la. Está de acordo com este projecto?" É a pergunta à qual dois milhões de franceses responderam ("não", na sua maioria) por ocasião de uma grande "votação dos cidadãos" organizada pelos partidos de esquerda e pelos sindicatos, que teve lugar no primeiro fim-de-semana de Outubro. Confiantes na vitória, partidos e sindicatos reclamam a marcação de um referendo pelo Governo sobre esta matéria. Para o Libération, o escrutínio "[re]põe a consulta popular no centro do debate político". Uma reforma constitucional do passado mês de Julho permite teoricamente a organização, em França, de um referendo de iniciativa popular para bloquear um projecto-lei. A Assembleia Nacional terá ainda de a validar e, nesse meio-termo, o estatuto da La Poste já terá sido alterado. "Um referendo à La Poste poderia (…) ter sido a oportunidade de fugir à tradição bonapartista e gaulliana segundo a qual a consulta directa não responde verdadeiramente à questão quando esta não se transforma claramente em plebiscito", escreve o Libération. Apesar das suas limitações e imperfeições, o referendo de iniciativa popular insere-se no debate democrático na Itália e na Suíça , sendo um "instrumento fundamental da ‘democracia participativa’", conclui o diário francês.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.