“Europa pede ajuda à China e à Rússia para ser resgatada”, titula o diário económico Expansión, que considera que “os dirigentes europeus procuram em contrarrelógio um abrigo sólido” capaz de ajudar os países em dificuldades. O diário observa que a UE negocia “os créditos preventivos dos quais a Itália e a Espanha poderão beneficiar”, os países que correm mais risco de sofrer com um incumprimento parcial grego que poderá rondar os 60%. Para o diário económico, os créditos concedidos por países como a China, a Rússia e talvez a Noruega, assim como o FMI, através de um “Special Purpose Vehicle” [estrutura especial] poderão contribuir para o aumento do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, que deve atingir 2 biliões de euros. Esta solução não precisará de ser aprovada pelo Parlamento alemão, o que será “um alívio” para Angela Merkel, observa Expansión. Mas “certos analistas receiam esses créditos provenientes de países como a China ou a Rússia”, que poderão procurar retirar vantagens políticas, conclui o diário.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.