"Um dia de fogo para a RAI" [Giornata di fuoco], diz a manchete do diário La Repubblica depois do último episódio da guerra entre a televisão pública e Silvio Berlusconi. O programa Annozero, da Rai2 – já na lista negra do primeiro-ministro por ter dado a palavra a um dos seus críticos mais conhecidos, Marco Travaglio -, convidou Patrizia D'Addario, a prostituta que esteve na origem do "sexgate" italiano, ao revelar que recebera dinheiro para ir para a cama com Berlusconi. Este declarou-se "indignado" e, depois de ter tentado em vão acabar com o Annozero, conseguiu uma emissão especial para apresentar um desmentido das declarações de Patrizia D'Addario.
"Santoro [apresentador do Annozero] não conseguiu arranjar nenhum político de centro-direita que aceitasse estar presente numa emissão manchada pela presença ‘daquela rapariga'’", ironiza Curzio Maltese nas páginas de La Repubblica. "Mas nenhum deles teve vergonha de ser incluído em listas eleitorais com Patrizia e tantas outras jovens 'recompensadas' com uma candidatura" nas listas do Partido Povo da Liberdade, de Berlusconi. Este diário aproveita a ocasião para apelar à comparência na manifestação do FNSI (Sindicato Unitário dos Jornalistas Italianos) pela liberdade de Imprensa, prevista para 3 de Outubro, em Roma, e publica uma nota de Roberto Saviano sobre este assunto, que surgiu também nos jornais El País, Le Figaro, The Times e Die Zeit.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.