“Merkel amedronta os mercados”, titula Il Sole 24 Ore, um dia após o “balde de água fria” das declarações do porta-voz da chanceler “sobre as expectativas dos que pensam que o Conselho Europeu de 23 de outubro terá uma contribuição decisiva na resolução da dívida soberana da zona euro”. “O sonho de acordar no dia seguinte com tudo resolvido não se concretizará”, acrescentou. No mesmo sentido, o ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble declarou que “uma solução definitiva na cimeira europeia é algo improvável”. Ambas as intervenções, que contrastam com o otimismo de Angela Merkel e Nicolas Sarkozy no último encontro, provocaram uma queda nas bolsas europeias e um novo afastamento entre os Tesouros alemão e francês. Segundo Il Sole, os mercados compreenderam “o sinal lançado pela Alemanha: manter a pressão para que os outros países não diminuam o empenho em consolidar as respetivas finanças públicas”.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.