A primeira página do diário The Irish News suscitou consternação na Irlanda do Norte e do Sul, ao revelar que o Sinn Féin, o antigo ramo político do agora defunto IRA, vetou um acordo com o Governo britânico, durante as greves da fome de 1981, que resultaram na morte de dez detidos republicanos. Segundo Garret FitzGerald, na época primeiro-ministro da República da Irlanda, "as vidas de seis dos dez grevistas da fome poderiam ter sido salvas, através de um acordo que era aceitável para os prisioneiros". Os grevistas da fome, maioritariamente do IRA, recusavam os alimentos, numa tentativa de recuperar o estatuto de presos políticos que o Governo britânico de Margaret Thatcher lhes retirara. Este diário de Belfast escreve que o movimento republicano está amargamente dividido quanto à questão de o Sinn Féin ter prolongado desnecessariamente as greves, com a finalidade de alimentar a indignação internacional. "A greve resultou não apenas na morte dos prisioneiros mas também originou graves actos de violência nas ruas, que causaram dezenas de mortes", acrescenta este jornal.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.