"Holanda, um paraíso fiscal para muitas multinacionais", é o título do Volkskrant, que pega num estudo da ActionAid. Esta ONG britânica estudou as 100 principais multinacionais listadas na Bolsa de Londres e contabilizou 8.492 filiais no exterior, das quais 1.330 localizadas na Holanda. Só o Estado do Delaware, nos Estados Unidos, recebe mais empresas estrangeiras. A Holanda é um "lugar de trânsito, onde as empresas podem enviar os lucros para paraísos fiscais sem serem questionadas", explica o diário de Amesterdão. Atraem igualmente artistas, porque os direitos auferidos no exterior não são tributados. Esta forma de evasão fiscal é posta em causa pela ActionAid, que considera que aquilo que os Estados deixam de ganhar penaliza afinal os países em desenvolvimento, que recebem assim três vezes menos apoios. "Sem a evasão fiscal, os objectivos do milénio poderiam ser alcançados sem problemas", comenta a ActionAid ao jornal, dando como exemplo a Shell e a BP, que "têm mais de 100 empresas nas Caraíbas, onde não se explora uma gota de petróleo."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.