“À espera do crash”, titula o Gazeta Wyborcza, que avisa que a UE está a esgotar o tempo para resolver a crise da zona euro. O diário de Varsóvia resume os principais pontos do plano apresentado por Durão Barroso, a 12 de outubro, perante o Parlamento Europeu: “Fortalecimento dos bancos. Resgate da Grécia. Melhoria da cooperação na zona euro”. Os problemas que o plano visa resolver estão interligados, escreve o GW, e apesar “de o diagnóstico ser conhecido há muito tempo, o remédio é caríssimo. O trabalho sobre os planos de resgate arrasta-se, com os políticos da UE receosos dos seus eleitores que, já em 2008 e 2009 tiveram de socorrer os bancos”. E como defenderam, numa carta, o financeiro George Soros e outros 95 europeus preocupados com a situação, “a crise do euro precisa de uma solução agora”. No entanto, os pormenores da solução continuam por revelar. O GW refere que Durão Barroso não especificou, por exemplo, o montante da recapitalização necessária para fortalecer os bancos com problemas. “Será que a Europa vai conseguir evitar o colapso?”, pergunta o diário. Todas as esperanças estão agora depositadas no “pacote completo” que será apresentado por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy no final de outubro. “Se isso falhar, o tempo do desespero está próximo”, conclui o Gazeta Wyborcza.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.