De acordo com o jornal De Standaard, mais de 50% do esperma utilizado na Bélgica para fertilização in vitro é doado por dinamarqueses. Não porque as futuras mamãs queiram bebés de olhos azuis e cabelo louro, mas pela escassez nos bancos de esperma. O Cryos International dinamarquês é, no entanto, um dos maiores bancos de esperma, com um stock superior a 75 mil amostras destinadas a todos os hospitais espalhados pelo mundo. Ahmed Mahmoud, médico do Hospital Universitário de Ghent, diz que o Cryos International dinamarquês paga bastante bem aos seus dadores, algo que não acontece na Bélgica: “Por razões éticas, não pagamos muito. Não queremos que isto se transforme num negócio duvidoso”. Mas essa é a razão que leva a que mais de metade dos dadores na Bélgica venha do estrangeiro, especialmente da Dinamarca. Um decreto-lei de 2007 tornou ainda mais difícil a existência de amostras: um homem só pode doar esperma a um máximo de seis mulheres. Koen Devriendt, geneticista da Universidade Católica de Lovaina, não se mostra muito preocupado com a "invasão dinamarquesa": “Pelo contrário. A consanguinidade é mais preocupante. A reprodução de pessoas sem grau de parentesco entre si diminui os problemas de hereditariedade”.
Fertilidade
Bélgica usa esperma dinamarquês
28 setembro 2009
Presseurop
De Standaard De Standaard, 28 de Setembro de 2009
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.