“Nº 10 deixa em aberto futuro de Fox”, titula o Guardian, numa altura em que continuam a dominar a imprensa britânica as perguntas sobre o relacionamento entre Liam Fox, secretário de estado da Defesa britânico, e Adam Werritty. A semana passada, surgiram mais pormenores segundo os quais Werrity, antigo companheiro de casa de Fox e seu padrinho, organizou uma obra de caridade, à custa dos contribuintes, do gabinete de Fox no Parlamento. Apesar de não trabalhar para o governo e de não pertencer ao partido conservador britânico, Werritty distribuiu ainda o seu cartão de visita, com o timbre do parlamento e com a descrição de "conselheiro do Digníssimo Deputado Dr Fox", por baixo do seu nome. Desde então, sabe-se que Werrity acompanhou Fox em mais de um terço das 48 viagens ao estrangeiro, incluindo conferências ministeriais e férias em família. Pouco se sabe sobre a forma que Werritty encontrou de financiar estas viagens, embora o Guardian note que “Fox deixou que Werritty organizasse uma reunião sua com um adjudicatário da defesa no Dubai sem informar os funcionários públicos.”
A natureza deste relacionamento secreto suscitou dúvidas quanto à possibilidade de Fox estar a violar o código deontológico ministerial. “Fontes do Nº 10 [gabinete do primeiro ministro] reconheceram em privado que Fox poderá ter problemas se o inquérito apurar que Werritty fazia dinheiro por ter acesso a ele”, adianta o diário londrino. Na sessão de debate na Câmara dos Comuns, Fox, num registo linguístico invulgar, afirmou estar "confiante de que Werritty não estava dependente de qualquer comportamento transacional", enquanto pedia desculpa pelos “erros graves” que cometeu.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.