Apesar do 12.º lugar na classificação mundial da corrupção estabelecida pela Transparency International, a Áustria arma-se em bem comportada. Não obstante, Die Presse apela à classe política para que faça a sua autocrítica e levanta a questão de saber se o Estado alpino não é antes uma República das Bananas. É que o mais recente relatório ONG anticorrupção critica as relações demasiado estreitas entre o mundo político e o sector bancário austríacos. Com efeito, as instâncias de controlo, como a autoridade reguladora dos mercados financeiros (FMA), são nomeadas pelos políticos.
"Este ataque não podia ter ocorrido num momento melhor. Ainda na terça-feira passada, o Conselho de Ministros confirmou a continuação em funções do presidente do FMA", observa o diário vienense, que considera que "as afirmações da Transparency Internacional não vão surpreender muitos austríacos. Há décadas que o país está de tal modo dividido em dois blocos bancários, vermelho e preto [referência às cores dos dois maiores partidos políticos], que não se consegue arranjar emprego, nem sequer a lavar latrinas, se não se tiver uma recomendação do partido certo. Que sejam os detectores de corrupção internacionais a verificá-lo é, contudo, muitíssimo embaraçoso".
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.