A lei contra a pirataria que entrou em vigor a 1 de Abril, na Suécia, não teve o efeito dissuasor pretendido. Na altura, "a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) prometeu processos em série. Seis meses depois, ainda não aconteceu nada", constata o diário francês Libération. A lei sueca (ou directiva IPRED) permite que os detentores de direitos de autor e a polícia recorram aos tribunais, para obterem informações sobre um internauta suspeito de fazer telecarregamentos ilegais junto dos fornecedores de acesso à Internet (FAI). Acontece que a maior parte dos FAI recusa-se a prestar tais informações, evocando a protecção dos seus clientes. No entanto, segundo o director executivo da Ifpi, o balanço não é assim tão fraco: "Apesar de não ter tido um efeito jurídico marcante, a lei teve um efeito dissuasor evidente", declarou ao Libération. Os suecos fazem menos telecarregamentos e parte deles optou pelos sites de telecarregamentos legais. Ainda assim, 100 mil internautas preferiram o IPREDator, um serviço proposto pelo Pirate Bay que garante o anonimato na Internet.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.