"Itália, mais uma sentença dolorosa", diz o título do Corriere della Sera depois de a Moody's ter descido a notação da dívida da Itália de AA2 para A2, com uma "perspetiva negativa", que poderá levar a novas descidas. A decisão da agência, que se terá baseado "na vulnerabilidade do país aos choques financeiros", surge depois da desclassificação levada a cabo pela Standard & Poor's, em setembro, e representa uma pressão sobre outra agência importante, a Fitch, no sentido de esta fazer o mesmo.
"Por que motivo os mercados atacam a Itália e não a Espanha", cuja economia real é mais débil, pergunta, em editorial, o editor do Corriere. "Porque não somos credíveis nem sérios. Já ninguém quer investir em Itália. A nossa imagem está de rastos", devido à incapacidade do Governo de adotar as medidas orçamentais exigidas pelo BCE. Envolvido numa longa batalha com o primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, o ministro da Economia, Giulio Tremonti, comentou que a Espanha está a ser poupada porque o seu frágil governo marcou uma data para as eleições antecipadas. O Corriere partilha esta opinião. "Este jornal pedia a Berlusconi que fizesse o mesmo que Zapatero: anunciar que não se recandidatava, convocar eleições, evitar arrastar consigo todo o centro-direita. Não obteve resposta."
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.