"E agora?" No dia seguinte ao desmantelamento ultramediatizado da "selva" – o campo de refugiados situado em Calais, no norte de França – o Libération questiona o que irá acontecer a estes candidatos ao exílio britânico e que solução será encontrada para a questão das migrações. "Neste momento, [a UE] harmonizou regras mínimas de entrada e permanência de estrangeiros e candidatos a asilo", escreve o diário francês, lembrando que a gestão de migrantes é estipulada pelo regulamento "Dublin II", segundo o qual os exilados devem requerer o seu pedido de asilo no país de entrada na Europa. "O afluxo de ‘sem papéis’ à ‘selva’ de Calais, mas também a Lampedusa, a Gibraltar e a tantos outros sítios, exige um plano europeu de grande envergadura. É preciso (…) que as nações do Velho Continente negoceiem acordos de auxílio mútuo (…) e adoptem um sistema de asilo. Só assim poderemos pôr fim a estas vergonhosas 'operações de limpeza'", conclui o Libération.
Um setor público tentacular, sindicatos todo-poderosos, uma política de clientelas. Na Grécia, os empresários têm uma lista de queixas interminável. Mas, depois de terem deslocalizado, negligenciado a investigação e praticado a evasão fiscal, estariam entre os primeiros a sofrer com uma saída do euro.
Apesar de se considerar como um povo ligado à Internet, as estatísticas mostram que apenas um terço da população da Estónia tem uma conta nesta conhecidíssima rede social. Porque a vida privada deve ser isso mesmo, pensam os restantes.
Alexis Tsipras, vencedor das eleições de 6 de maio e líder da coligação de esquerda radical Syriza, é a estrela do momento da política grega. A três semanas das legislativas de 17 de junho, o seu programa, que oscila entre o pragmatismo e a luta de classes, preocupa muitas capitais europeias.