O virús H1N1 é nocivo para a democracia?
"Deve ser aberto um debate sobre os desafios humanos e empresariais das estratégias de luta contra a pandemia. Com uma preocupação: preservar as regras da democracia na gestão desta crise". Este é o apelo lançado na primeira página do Libération por dezenas de políticos, sindicalistas, investigadores, médicos e responsáveis de ONG (Médecins sans frontières, Médecins du Monde, Aides) franceses.
Em caso de pandemia, "as ameaças para a saúde podem degenerar em ameaças para as liberdades", sublinha o diário francês, que révela que, para além das medidas tomadas independentemente pelos presidentes de Câmaras Municipais ou directores de empresas, o Governo prepara medidas de excepção sobre detenções: com prolongamento das vigilâncias e aumento dos julgamentos à porta fechada. Também em causa está a falta de debate democrático sobre o assunto, inteiramente gerido por peritos e políticos, sem concertação com a sociedade civil ou com os parceiros sociais.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.