Quanto pago para ser "Doktor"?
A revelação da existência de tráfico de diplomas de doutoramento está a suscitar uma vaga de indignação. Segundo as notícias publicadas na imprensa nos últimos dias e que deram origem à abertura de uma investigação judicial, cerca de cem professores de doze universidades são suspeitos de terem recebido luvas, cujo valor ronda os 4 000, dos seus alunos, em troca da concessão de cada diploma de "Doktor".
Na maior parte dos casos, os "clientes" são trabalhadores, que esperavam subir na escala hierárquica das respectivas empresas, graças a um título de prestígio. "Até onde vai o escândalo?", pergunta o Frankfurter Allgemeine Zeitung . "Os professores aceitaram dinheiro para fazer o seu trabalho ou terão antes comprometido a ciência, recompensando trabalhos de qualidade insuficiente?" Na verdade, segundo este diário, o verdadeiro problema reside na "definição do trabalho científico, num sistema universitário que se tornou demasiado vasto e cujo lugar no quadro das classificações internacionais depende do número de alunos recebidos."
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.