As duas faces de Tariq Ramadan
Três partidos políticos exigiram a demissão do académico muçulmano suíço, que é conselheiro para a Integração do município de Roterdão e “visiting professor” de Identidade e Cidadania na Universidade Erasmo da mesma cidade. As funções que desempenha seriam incompatíveis com o seu programa "Islam and Life" na PressTV, financiada pelo regime iraniano . "No dia em que os estudantes se manifestavam em massa contra a 'vitória eleitoral' de Ahmadinejad, Tariq Ramadan pronunciava, na PressTV, um discurso sobre a discriminação nas universidades europeias […] e não disse uma palavra sobre a estudante Neda Agha, que tinha acabado de ser morta", escreve o De Volkskrant.
Este diário recorda que não é a primeira vez que Ramadan é posto em causa: "Já este ano, a sua posição foi questionada, porque teria pronunciado declarações contra os homossexuais e contra as mulheres", o que deu origem à saída dos autarcas liberais da Assembleia Municipal. Pela sua parte, Ramadan disse ao Volkskrant que a PressTv lhe dá "liberdade para abordar todos os assuntos", que "nunca falou nem teve contactos com membros do Governo" e que "diz repetidamente que a repressão e o assassinato de cidadãos […] devem ser condenados".
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.