Uma boa defesa lá para 2020
"120 mil soldados mobilizados em dois meses, uma frota de helicópteros militares e aviões cargueiros para os transportar para as zonas de conflito, um serviço de informação para avaliar os riscos políticos e militares das missões e um orçamento [comunitário] da Defesa que contemple tudo isto:é este, segundo o Instituto de Estudos de Segurança da União Europeia (IESUE), o âmago da política de defesa europeia em 2020", noticia o Die Presse.
No estudo, What Ambitions for European Defence in 2020 ?, o centro de reflexão europeu salienta o facto de que uma diplomacia hábil e um apoio financeiro generoso à reconstrução e à ajuda ao desenvolvimento, não serão suficientes para a Europa proteger os seus cidadãos e velar pelos seus interesses económicos. A União Europeia carece de meios, escreve o diário vienense. A força de intervenção rápida de 60 mil soldados, cuja criação foi determinada em 1999, em Helsínquia, nunca se concretizou. E os quinze Agrupamentos Tácticos da UE, de 1.500 homens, não avançaram, apesar de cada missão europeia ter sido antecedida de uma "longa discussão sobre a questão de saber que país deveria enviar que quantidade de soldados para o deserto africano ou para os Balcãs".
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.