Copenhaga tem de pensar na água
Entre as numerosas questões (Co2, inovações tecnológicas, energia verde) incluídas no programa da Conferência Internacional sobre as Alterações Climáticas (COP15), que se realizará em Copenhaga no próximo mês de Dezembro, a grande ausente é a questão da água. Isto apesar de, conforme sublinha Riccardo Petrella, presidente do Instituto Europeu sobre a Política da Água (IERPE), no Libération, a água ser um dos recursos mais ameaçados pelas alterações climáticas. Segundo as conclusões do Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC ), em 2050, 60% da população mundial deverá viver em regiões onde a escassez de água será grave. Tornado insuficiente, o "ouro azul" poderá vir a ser uma das principais causas de guerra do século XXI. Problema número um para os países ricos, "a energia pós-petróleo ‘sufocou’ as negociações sobre as alterações climáticas", escreve Riccardo Petrella.
Obrigar a Grécia a sair da zona euro, erguer uma parede que nos proteja dela e construir a Europa federal? Esta ideia parece seduzir alguns dirigentes europeus. Mas não seria suficiente para regular a crise, e o preço a pagar seria o fim da nossa cultura comum, prevê a editorialista Barbara Spinelli.
Aos 89 anos, é uma das figuras dos protestos contra a austeridade. Membro do partido comunista há 70 anos, é também um símbolo nacional desde 1941 altura em que ousou retirar a bandeira nazi da Acrópole.
Na madrugada de 20 para 21 de fevereiro, o Eurogrupo adotou finalmente um segundo plano de resgate, de 130 mil milhões de euros, ao qual se junta o perdão de uma dívida de 107 mil milhões. Mas sem um verdadeiro plano de desenvolvimento económico, este montante não será suficiente para restabelecer o país, prevê o diário grego To Ethnos.