França ameaçada por explosões sociais
Desde domingo passado, os trabalhadores das empresas francesas New Fabris, Nortel e JLG, todos eles vítimas de planos sociais, afirmam estar dispostos a fazer explodir as respectivas fábricas, para negociar as indemnizações de despedimento. Muito na moda nos últimos meses, "o sequestro de patrões teve a sua época", afirma o Libération. Com efeito, estas ameaças de explosão ilustram "uma escalada da tensão". Esta radical "estratégia da bomba", como lhe chama o diário francês, permite aos trabalhadores chamar a atenção dos medias e compensar o incumprimento dos seus patrões, dirigindo-se directamente aos poderes públicos. Para Guy Groux, sociólogo dos conflitos sociais, trata-se de "uma crise do sindicalismo", cujos dirigentes "já não são capazes […] de controlar as suas bases". Por último, coloca-se a questão da eficácia destas ameaças. "Ao contrário do sequestro, que é um acto real, a ameaça de explosão continua a ser virtual", considera Guy Groux. "Se não for posta em prática, esgota-se rapidamente."
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.