Vender a alma ao banco
Fustigados em cheio pela crise económica, os letões procuram soluções para o seu endividamento. O banco Kontora propõe empréstimos anticrise, relata o diário holandês NRC Handelsblad. Os letões maiores de idade podem subscrever um empréstimo de 70 a 700 euros por um período de 90 dias, dando a sua alma como única caução. O banco, que diz ter já 200 clientes subscritores desta iniciativa, pede ao cliente que assine um contrato em que estipula que renuncia “à sua alma imaterial, cognitiva ou imortal”, no caso de não reembolsar o empréstimo. O banco promete não empreender nenhuma acção judicial.
“A medida tem um ar lúdico, mas para o seu promotor, Viktor Mirosjenko, trata-se de um assunto muito sério”, salienta o NRC, que recorda que passou a ser “quase impossível” para os letões conseguir dinheiro junto da banca, porque “os salários foram consideravelmente reduzidos e o desemprego é o segundo mais elevado da União Europeia”.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.