Italianos precisam dos imigrantes sem papéis
A nova lei da segurança poderá privar centenas de milhares de famílias italianas das empregadas domésticas e prestadores de cuidados, refere o Il Messaggero. "O Governo e os partidos da maioria", refere o diário italiano, "esqueceram-se de um pequeno pormenor ao aprovarem a nova ‘lei da segurança’ que obriga os imigrantes, a residir ilegalmente no país, ao pagamento de uma multa entre os 5 e os 10 mil euros antes de os expulsar do país".
De acordo com o Il Messagero, o pequeno pormenor é o facto de metade dos cerca de um milhão de trabalhadores ilegais no país desempenhar tarefas domésticas ou tomar conta de idosos. "Parece ser uma batalha perdida, que também distrai a polícia da luta contra o verdadeiro crime organizado", lamenta este diário.
Carlo Giovanardi, membro do Governo, propôs uma emenda ao projecto de lei, relativamente ao trabalho doméstico e à prestação de cuidados, mas foi imediatamente travado pela Liga do Norte, um dos partidos da coligação partidária do Governo de Berlusconi. Na curta história da imigração em Itália, existem cinco amnistias sucessivas, uma a cada cinco anos. “Mas a última amnistia foi há sete anos", refere o Il Messaggero.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.