Bruxelas irrita Balcãs
A política europeia do pau e da cenoura, em relação aos Balcãs, não anima muita gente, previne Hido Biscevic, secretário-geral do Conselho de Cooperação Regional, uma estrutura parcialmente financiada pela UE e responsável pelo desenvolvimento da península balcânica. Numa entrevista ao Volkskrant, este antigo chefe de Redacção do diário Vjesnik, secretário de Estado e embaixador, considera que “as frustrações dos países da zona ocidental dos Balcãs aumentam com os atrasos do processo de adesão”. E a “cenoura” perde o interesse. Biscevic dá o exemplo da Croácia, cuja adesão é reposta em causa por um conflito com a Eslovénia sobre a divisão de águas territoriais: “Teria apreciado que a Comissão Europeia se esforçasse mais para conduzir a Eslovénia e a Croácia a um acordo”, lamenta o diplomata. “A UE permite, pois, que um Estado-membro se oponha a uma adesão sob pretexto de uma questão bilateral. Isso não lhe confere um ar muito respeitável”. Para Biscevic, é simples: “Se a UE só provocar frustrações, os responsáveis políticos [dos Balcãs] concentrar-se-ão noutros assuntos”.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.