Berlim "perde-se" na Somália
"O desastre alemão no Corno de África", diz o título do Tageszeitung, após o desaparecimento de 1000 polícias somalis, que, recentemente, tinham recebido formação do Bundeswehr na Etiópia. "O facto de ninguém saber o que [os polícias] andam a fazer nem a favor de quem se batem" é mais do que um escândalo, considera este diário, que acusa Berlim de não ter cumprido as suas responsabilidades, ao agir sem concertação com as Nações Unidas e ao não garantir o regresso dos polícias à Somália. O TAZ interroga-se sobre se a formação de forças de segurança, a especialidade da cooperação civil europeia e alemã em África e no Afeganistão, representará realmente um contributo para a paz. O jornal cita o exemplo britânico: entre 1999 e 2002, a empresa de segurança Hart Group formou guarda-costas na Somália, alguns dos quais se incluem hoje entre os piratas melhor preparados.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.