OSCE adverte para a redução da liberdade de imprensa
“A liberdade dos meios de comunicação social está ameaçada na maioria dos países europeus”, sublinha o EUobserver. O aviso vem da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, que conta com 56 membros, e está publicado num relatório onde se destacam ocorrências em diversos Estados-membros, nomeadamente em países da UE – França, Itália e Estónia. O sítio de informação sediado em Bruxelas assinala que “as brechas, existentes ou potenciais, ao nível da liberdade dos meios de comunicação vão desde um projeto-lei de vigilância eletrónica e à lei das escutas em Itália, suscetíveis de "impedir uma investigação jornalística séria”, até um projeto-lei na Estónia que visa permitir demasiadas exceções ao direito de proteção da identidade das fontes, passando pelo facto de o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, nomear o diretor do serviço público de radiodifusão, France Televisions.
Por seu lado, o diário milanês Corriere della Sera explica que o Parlamento italiano decidiu adiar para setembro a votação da controversa “lei da mordaça” do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, relativa a conversas gravadas. A lei é contestada por grande parte da magistratura, da imprensa e da opinião pública, pois reduz o direito a realizar escutas no interesse público e publicar as transcrições. O jornal relata igualmente que os blogues que não publiquem correções emitidas pelas partes interessadas enfrentam igualmente pesadas multas de até 25 mil euros.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.