Diálogos secretos entre EUA e a Europa
Durante três anos, até finais de 2008, a União Europeia e os Estados Unidos mantiveram secretamente "diálogo" sobre as regras internacionais para a luta antiterrorista, revela o Le Monde. Com efeito, tiveram lugar catorze reuniões, em Estrasburgo, Bruxelas e Nova Iorque, entre John Bellinger, o conselheiro jurídico do Departamento de Estado noret-americano, e os conselheiros dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE. Na ordem do dia, "os desvios da Administração Bush (…), a tortura, as detenções secretas, o campo de Guantanamo". "Foi assim encetado o 'diálogo Bellinger', longe da vista dos meios de comunicação social, quando estoirou o escândalo dos voos secretos da CIA na Europa", escreve o diário. Estas reuniões levaram os europeus a formular a sua posição, num documento intitulado "Os elementos", que "fixa o quadro no qual a UE deseja inscrever qualquer cooperação antiterrorista" e que será enviado em breve à secretária de Estado Hillary Clinton. O objectivo é chegar a uma proclamação solene UE-Estados-Unidos sobre antiterrorismo e valores comuns, em 2010.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.