Brown acusado de branquear Iraque
“Transparência? Boa piada”, diz a manchete de hoje do Daily Mail, por baixo da qual se vê a fotografia de um soldado britânico ferido, num tanque a arder, no Iraque. O anúncio do primeiro-ministro Gordon Brown de que o inquérito governamental à Guerra do Golfo de 2003, “o pior desastre de política externa da Grã-Bretanha em 50 anos”, será realizado em segredo enfureceu este jornal conservador.
Como as provas não serão ouvidas em público, “nenhuma testemunha poderá (…) pôr em causa o testemunho de políticos, assessores especialistas em manipulação e funcionários (…) que mentiram ao país no período anterior à guerra”. O relatório final, acrescenta o Daily Mail, será editado de forma a excluir "informação confidencial”. Por outras palavras, “um encobrimento”. O relatório do inquérito deverá ser publicado após a última data possível para as eleições gerais – “a fim de garantir que as suas revelações não influenciarão os nossos votos”.
A Guerra do Iraque termina como começou, “sob um manto de secretismo e engano”. “O Sr. Brown devia ter vergonha”, conclui o jornal. Ao publicar a fotografia do soldado atormentado pelas chamas, dá ideia de que o Mail também não a tem por aí além.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.