Operários da FIAT aceitam flexibilidade para manter emprego
"Ontem, hoje e amanhã"? L’Unità retoma o título do célebre filme de Vittorio De Sica, no dia seguinte ao referendo em que os assalariados da fábrica da FIAT de Pomigliano d’Arco, perto de Nápoles, aceitaram a vantagem de uma maior flexibilidade em prol da manutenção do local de trabalho e da relocalização de uma produção atualmente assegurada na Polónia. O diário de esquerda interroga-se também quanto às consequências da consulta sobre as relações industriais em Itália, com "o alargamento do modelo de Pomigliano às outras fábricas do país". "É apenas a primeira etapa do projeto [do presidente do Conselho de Administração] Sergio Marchionne" que, adianta L’Unità, "quer a alteração radical da organização do trabalho e das relações industriais".
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.