A retoma passa pela Fiat
"A Fiat divide-se e arranca de novo", diz a manchete de La Stampa, no dia a seguir à passagem de testemunho de Luca Cordero di Montezemolo apra John Elkann, à frente da maior empresa italiana. O regresso da Fiat ao seio da família Agnelli coincide com a apresentação de um novo plano empresarial, que prevê a separação entre a actividade automóvel e as outras, bem como novas alianças globais, salienta o diário, que pertence àquele grupo empresarial de Turim. Na opinião do economista Mario Deaglio, tais alianças são coerentes com a perspectiva de um "mercado global, com muito poucos fabricantes, para os quais o limiar de sobrevivência está estimado em 6-7 milhões de veículos por ano". Uma política marcada, nos tempos mais recentes, pela aquisição da Chrysler pela Fiat e pelo recente acordo entre a Renault e a Daimler. Numa situação de fraca actividade, o plano é "um primeiro contributo para a preparação da nova Itália económica, que vai emergir da crise actual", conclui liricamente Deaglio.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.