O inafundável Berlusconi
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi e o parceiro de coligação Umberto Bossi saíram reforçados das eleições regionais italianas, comenta o Corriere della Sera. Apesar do recorde de baixa afluência às urnas – 35,9% –, a Liga do Norte foi a grande vencedora, obtendo 13,7% dos votos a nível nacional, mais do dobro dos obtidos em 2005. Dominante no Veneto e no Piemonte, a Liga compete, agora, com o Povo da Liberdade (PdL) de Berlusconi como partido principal no Norte de Itália. "A luta entre a Itália berlusconiana e [Itália] nortista começa amanhã", escreve La Repubblica.
Afinal, Berlusconi tem motivos para estar animado, pois conquistou à oposição o controlo de 4 de 11 regiões, fazendo calar os críticos que dizem que a sua estrela está em declínio. La Repubblica, que lidera a campanha contra o primeiro-ministro, admitiu a derrota com amargura: "Abalado por escândalos, obcecado por processos judiciais, cansado por dois anos de não Governo, Silvio Berlusconi conseguiu, ainda assim, voltar a ganhar".
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.