Barroso não tem carisma político
No dia seguinte aos resultados das eleições, o Le Monde responsabiliza o presidente da Comissão Europeia pelo recorde de abstenção na votação. Perante o traumatismo da crise, principal preocupação dos europeus, Bruxelas permaneceu muda. "Não é o Parlamento que está em falta, é Barroso, desprovido de carisma político e de qualquer imaginação económica", escreve o diário no seu edital. Os Estados-membros preparam-se, no entanto, para o reconduzir. Preocupado em agir rapidamente, José Manuel Barroso deseja iniciar o mais rapidamente possível as consultas com o PPE. A principal questão é saber se o presidente da Comissão será eleito pelo Tratado de Nice [actualmente em vigor] ou pelo de Lisboa, que não foi ainda ratificado por todos os países membros, precisa o diário. Segundo o Tratado de Nice, a designação do Presidente necessita de maioria simples dos eleitos para o Parlamento. Já segundo o Tratado de Lisboa, seria necessária uma maioria absoluta de eurodeputados, ou seja 369 eleitos – ora sabe-se que o PPE disporá de 263 membros.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.