Crise obriga a comer sanduíches no emprego
A crise aterrou nos pratos dos trabalhadores alemães. Segundo a associação de hoteleiros e restauradores, citada pelo Süddeutsche Zeitung, os restaurantes que funcionam dentro das empresas são os mais atingidos, à medida que os salários obrigam a apertar o cinto. Tradicionalmente considerados os mais lucrativos locais do sector da restauração, o seu volume de negócios caiu, em 2009, 6,2% em relação a 2008, atingindo 5,2 mil milhões de euros. Isto acontece porque muitas empresas decidiram deixar de subsidiar as refeições dos seus funcionários, para reduzirem custos, e, também, por causa dos novos hábitos dos trabalhadores atingidos pela recessão.
Com a crise, as secções “bio” e “cozinha internacional” das cantinas, mais caras, deixaram de dar lucro. Há muito classificados como os menos gastadores da Europa no que diz respeito à alimentação “os alemães dispensam, agora, a refeição quente em benefício de uma recordação que remonta a uma época mais pobre: a da caixa de sanduíches trazida de casa”, escreve o diário de Munique.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.