Atenas vê-se grega com a ajuda da UE
A decisão dos parceiros da Grécia de lhe concederam uma ajuda bilateral se Atenas não for capaz de restabelecer as suas finanças públicas, é qualificada como uma “farsa” pelo jornal To Vima. O diário ateniense afirma, de facto, que as medidas de salvamento anunciadas a 15 de Março pelos Ministros da Economia dos Vinte e Sete – empréstimos bilaterais voluntários – não são “nem concretos nem empréstimos” e que se o seu funcionamento não for regulamentado, a Grécia não recorrerá a eles.
Por outras palavras, acrescenta o jornal, “para não ofender este ou aquele, as promessas não passarão disso mesmo, promessas”, e “toda a gente ganha tempo”. Para haver acções concretas “será preciso esperar pela Cimeira de Chefes de Estado da próxima semana”, que deverá aprovar o plano de ajuda.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.