Venda de armas de vento em popa
Chamam-se Dingo, Leopard, BO-105 e Type-204 e são as estrelas das exportações alemãs: um blindado, um tanque, um helicóptero e um submarino, cujas vendas dos últimos dez anos impulsionaram a Alemanha para o terceiro lugar entre os países exportadores de armas (11% do comércio mundial), a seguir aos Estados Unidos (30%) e à Rússia (23%), salienta o Frankfurter Rundschau. Uma classificação que não merece a confiança deste diário, segundo o qual, "nos negócios de armamento, a Alemanha ascendeu manifestamente à categoria de grossista". Desde o começo da década, as exportações alemãs quase duplicaram, afirma um relatório do Instituto Internacional de Investigação da Paz de Estocolmo (SIPRI), publicado em 15 de Março. "É verdade que a maior parte dos compradores são democracias estáveis. Mas fornecer submarinos aos eternos rivais que são a Turquia e a Grécia [os dois primeiros clientes] não é exactamente um acto de desanuviamento", ironiza o FR, que fez do pacifismo um dos seus cavalos de batalha.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.