Não há nada para saber sobre o nuclear
“Os detritos nucleares tornaram-se um segredo”, titula o SME, depois do Parlamento eslovaco ter votado, a 9 de Março, uma nova lei que classifica como “confidenciais” as informações sobre energia nuclear. “As pessoas não terão a possibilidade de saber se um centro de armazenamento de detritos ou uma central estão em conformidade com as regras de segurança”, escreve o diário de Bratislava, manifestando a sua preocupação. O SME ouviu os deputados da oposição, para quem uma tal dissimulação “contraria a Constituição e a legislação europeia”. Os deputados da coligação governamental não deram nenhuma explicação àquilo que um politólogo qualifica como “violação dos direitos ambientais dos cidadãos”. Todavia, afirma o jornal, brevemente deverá ter lugar o debate sobre a construção das terceira e quarta fases da central de Mochovce. Outra hipótese que explica esta lei: o centro europeu de armazenamento de detritos nucleares, actualmente em fase de projecto, poderá vir a ser instalado na Eslováquia.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.