Vamos ter um fundo monetário europeu?
"Finalmente, a zona euro acordou" e pondera a criação de um fundo monetário europeu (FME), escreve o Handelsblatt, depois de Wolfgang Schäuble se ter declarado favorável à criação de um instrumento de apoio às economias europeias. Apesar da oposição do economista principal do Banco Central Europeu, Jürgen Stark, o ministro das Finanças alemão veio, deste modo, juntar-se à sua homóloga francesa, Christine Lagarde, e ao Comissário Europeu da Economia, Olli Rehn. Perante o actual consenso, o diário económico interroga-se "se estes três terão a mesma coisa em mente" e destaca os riscos de o FME se tornar mais uma "burocracia monstruosa". "Aparentemente e como é habitual, a Comissão sonha intervir nas políticas económicas nacionais. Neste caso, esse fundo seria um verdadeiro cavalo de Tróia" de Bruxelas, prossegue o diário de Dusseldorf.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.