A caça aos especuladores
Vive-se, neste momento, um ambiente de "caça aos interesseiros", é o título do Libération. O diário francês apresenta uma galeria de retratos de "predadores" financeiros, e o "mestre deles todos", George Soros. Estes patrões dos fundos especulativos, que enriquecem à custa das divisas e dos países, estão na mira dos Governos norte-americano e europeus, explica o jornal. Do outro lado do Atlântico, o Ministério da Justiça mandou abrir um inquérito para apurar se houve concertação dos vários fundos especulativos sobre a baixa do euro. Os países europeus também querem enquadrar e controlar melhor estes especuladores "que operam geralmente envoltos no maior segredo". "Em França, Jean-Pierre Jouyet, o patrão da Autoridade dos Mercados Financeiros (AMF), não se cansa de dizer que é preciso um verdadeiro controlo. Na Alemanha, o executivo de Angela Merkel prepara-se para legislar sobre as vendas a descoberto, uma estratégia prioritária utilizada com estes fundos." Em Abril, o Parlamento Europeu votará um texto que enquadre a actividade dos operadores de fundos não europeus na Europa.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.