O rigor, agora e sempre
É o "Armagedão", alerta o diário To Ethnos na primeira página, no dia a seguir ao anúncio de um novo plano de contenção orçamental para a redução do défice público grego, que ascende aos 4 milhões e 800 mil euros. "É o terceiro plano de austeridade", adianta o diário de centro-esquerda. "O primeiro foi alterado por Bruxelas [início do ano], o segundo foi aprovado em Janeiro e eis agora um plano adicional”. Apesar das medidas bastante mais severas, o jornal lamenta que a UE não aprove a ajuda financeira à Grécia. "O primeiro-ministo Georges Papandreou admite recorrer ao FMI visto que a Europa continua dividida sobre as modalidades de um plano de salvamento. Neste compasso de espera, quem paga são os gregos: congelamento de reformas, redução de salários, subida do IVA", em particular sobre as bebidas alcoólicas e o tabaco. A partir de agora, alerta o jornal, "os sindicatos organizam uma contestação social simbólica, que talvez sirva de exemplo a uma nova vaga na Europa".
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.