A batata quente de Barroso
“Que mosca mordeu a Durão Barroso, que conhecemos noutros tempos como um estratega mais hábil?”, reage Le Soir, depois da Comissão Europeia ter autorizado o cultivo de uma batata geneticamente modificada, a Amflora, pelo gigante alemão BASF. Há uma grande divisão sobre este tema, sublinha o diário de Bruxelas. “Era mesmo necessário que a Comissão escolhesse de que lado está, oficialmente em nome ‘da inovação responsável’ mas, em todo o caso, desprezando o princípio de precaução que a guiou nos últimos 12 anos?”, pergunta aquele jornal belga. E critica, igualmente, uma decisão “tomada por unanimidade, mas sem verdadeiro debate entre os membros da Comissão, no final de um discreto procedimento escrito”, tal como o “timing”: “A Comissão Barroso ainda não tinha tomado nenhuma decisão importante. Eis a primeira!”.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.