Europa central – a próxima lixeira nuclear?
Resíduos altamente radioactivos das centrais nucleares de toda a UE podem, finalmente, ser armazenados na Europa Central ou Leste, diz a manchete do Polska, diário de Varsóvia. Esta opção é apontada num relatório do European Repository Development Organisation (ERDO). Um único cemitério de lixo nuclear para a EU, no subsolo, poderia significar uma poupança entre 15 e 25 mil milhões de euros. A verdadeira questão, no entanto, é a localização de uma instalação deste tipo que, segundo os especialistas, terá de ter capacidade para armazenar 25.6 toneladas de resíduos nucleares até 2040, com um subsídio anual de cinco milhões de euros. A Roménia, a Bulgária, a Eslovénia, a Lituânia, tal como a Polónia, a Itália e a Holanda estão já a negociar corredores de transporte e a possibilidade hospedarem a lixeira. Para Jerzy Niewodniczański, antigo presidente da Agência Polaca de Energia Atómica, “a melhor localização seria onde haja uma grande taxa de desemprego, porque a construção de instalações como as que estão em causa vai criar centenas de novos posto de trabalho.”
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.