Mossad irrita a Europa
Mais de três semanas depois do assassinato de Mahmoud al-Mabhouh, militante do Hamas, num hotel de luxo do Dubai, estalou “uma onda de fúria internacional”, escreve o The Independent. Ontem, as autoridades do Dubai anunciaram que seis dos 11 presumíveis assassinos entraram nos Emiratos Árabes Unidos com passaportes do Reino Unido e que os restantes usaram documentos de viagem irlandeses, franceses e alemães. O diário londrino publicou imagens do circuito interno de televisão que mostram os assassinos, disfarçados de turistas em fatos de desporto, a entrarem no mesmo elevador que Mabhouh.
Tudo leva a crer que a Mossad, os serviços secretos de Israel, que tem “um longo historial de uso de documentos estrangeiros para levar a cabo operações fora das suas fronteiras”, está por trás do assassinato. Os Governos britânico e irlandês já declararam que os passaportes identificados são “fraudulentos”. E pelo menos dois dos portadores de passaportes britânicos cujos nomes foram usados pelos presumíveis assassinos “manifestaram alarme pela aparente apropriação indevida da sua identidade pelos assassinos.”
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.