Berlinale: as lantejoulas ofuscam a arte
Dieter Kosslick, director da Berlinale, voltou a dar provas do seu bom humor ao inventar o slogan “Happy Bärsday” [em alemão, Bär significa urso, o símbolo do festival]. Mas, no momento em que abre a 60ª edição do festival de cinema da capital alemã, o Tagesspiegel dirige duras críticas ao “principal lobista do cinema alemão”. Entre “a massa ou a classe”, Klosslick escolheu a primeira, escreve o diário berlinense. Apesar da Berlinale ter crescido, continua “extravagante”. Mas a outra prioridade, torná-lo “cosmopolita”, não se concretizou. “Com os seus esforços profundamente sociais-democratas para se apresentar como o homem do prazer-do-povo-pelo-filme, Kosslick compartimentou demasiado a Berlinale. Pior: ao desenrolar o tapete vermelho ao cinema alemão [a realizadores desconhecidos e de futuro incerto], tornou-o [o festival] provinciano”. O director, afirma o Tagesspiegel, devia, sobretudo, atrair mais obras de arte para concorrer com Cannes e deixar de tratar a competição oficial como a mal-amada do festival.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.