Grécia
Papandréou promete sangue, suor e lágrimas
9 fevereiro 2010
Presseurop
To Ethnos
To Ethnos, 9 Fevereiro 2010
Os gregos devem preparar-se para enfrentarem um “triplo choque”: “subida de impostos, alargamento da idade de reforma e congelamento de salários”, anuncia, na primeira página, o diário ateniense To Ethnos. Com o aproximar do Conselho Europeu de 11 de Fevereiro, o Governo de Georges Papandreou multiplica as reuniões de crise e apresenta os principais aspectos do seu plano de austeridade para corrigir as finanças públicas, afectadas pela enorme dívida pública. Bruxelas pôs a Grécia sob vigilância, temendo que a crise grega afecte a estabilidade do euro. Solicitados a “darem o exemplo”, aceitando uma redução dos salários reais, os funcionários públicos gregos já anunciaram uma greve nacional para 10 de Fevereiro.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.