Igreja atingida por escândalo sexual
Um escândalo sem precedentes ameaça a Igreja Católica alemã e aqueles a quem o Der Spiegel qualifica, na primeira página, como “falsos santos”. Após as revelações de abusos sexuais cometidos durante os anos de 1970 e 1980 por três professores do muito selecto colégio católico Canisius, contra os seus alunos, “o omertà [código de silêncio da máfia], em vigor durante anos, desfez-se”, constata a revista. Segundo o inquérito feito por este semanário a 27 bispos alemães, pelo menos 94 religiosos são suspeitos de terem cometido abusos a um número indeterminado de menores, desde 1995, nas 24 dioceses que responderam. A Conferência Episcopal Alemã discutirá, em breve, este assunto mas, afirma o Der Spiegel, “o clero está longe de fazer uma verdadeira auto-crítica” porque a Alemanha, onde a Igreja seguiu o princípio de “transferir” os culpados e “manter as aparências” não está senão “no início de uma tomada de consciência”, após os escândalos nos Estados Unidos e na Irlanda.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.
Dois campos, duas teses, duas visões da França: dezoito anos após o massacre de 800 mil tutsis, o papel de Paris continua a suscitar uma controvérsia apaixonada, que evolui com as investigações judiciais.
Ao mencionarem, como o fez no início desta semana a comissária Neelie Kroes, a saída da Grécia da zona euro, os líderes europeus parecem querer preparar o terreno para tal eventualidade. E isto enquanto Atenas ainda negoceia com os credores privados a re-estruturação da sua dívida.