Socialismo à irlandesa
Está a Irlanda a tornar-se um Estado socialista? É a pergunta que se colocam os irlandeses desde que o Governo revelou, em 30 de Julho, um planos de 90 milhares de milhões de euros para salvar os bancos e relançar a economia, uma das afectadas na Europa pela crise mundial. . The Irish Independent relata que, reforçando o poder da nova National Asset Management Agency (NAMA), que poderá retomar os terrenos e os projectos de construção cujos promotores não possam assegurar os reembolsos, "O Estado irlandês tornar-se-á de facto um dos maiores propietários imobiliários do mundo".
A Comissão Europeia deverá autorizar antes que a medida seja adoptada pelo Parlamento irlandês em Setembro próximo. O ministro das Finanças, Brian Lenihan, espera que a NAMA cumpra a sua missão daqui a dez anos. Mas dada a amplitude do buraco da bolha imobiliária, em 2007/2008m o diário de Dublin sublinha que esta "má banca" irlandesa não se livrará dos seus investimentos tóxicos antes de 2039.
Com a crise do desemprego, os jovens lituanos fazem o que outrora fizeram os seus antepassados: emigram. São dezenas de milhares que abandonam o país à procura de uma vida melhor, sobretudo nas Ilhas Britânicas e na Escandinávia, relata o semanário Veidas.
A reunião do Eurogrupo de 9 de fevereiro não bastou para afastar o espetro da falência grega. Se Atenas é em grande parte responsável pela crise, a UE e os seus parceiros também não estão isentos de responsabilidades. A sua mensagem confusa e falta de estratégia transformaram um problema solúvel num caos explosivo, escreve La Stampa.
Para evitar o risco de sair da zona euro, Atenas consentiu novas medidas de austeridade, mesmo em cima de uma reunião do Eurogrupo. Uma alternativa que os políticos locais não souberam evitar, lastima To Vima.